A Filarmônica de Pasárgada foi formada em 2008 por alunos repetentes do curso de música da USP com o objetivo de interpretar as canções de Marcelo Segreto. Marcelo conseguiu ludibriar os seus colegas de faculdade dizendo que o grupo ficaria famoso e que todos ficariam ricos em no máximo dois anos. Tendo feito pacto de sangue, de cuspe e de outras secreções que não vêm ao caso, os integrantes não puderam mais abandonar o projeto. A banda foi vencedora do Programa Nascente USP (2009), do Festival da Canção da UNICAMP (2010), do Festival Nacional da Canção-FENAC (2011) e do Grêimy Awards (2012) na categoria “Melhor CDzinho Demo Latino”. Se você estiver online lendo este texto esdrúxulo e quiser informações verídicas (mas sem nenhum romantismo, charme e sensualidade) sobre o grupo, por favor, clique em “imprensa” para fazer o download do release. Se você estiver lendo este texto no folder de um show, prestes a assistir uma apresentação da banda, saiba que não deveriam ter copiado e colado este texto no material de divulgação. O grupo participou do disco Tribunal do Feicebuqui de Tom Zé (2013), juntamente com Trupe Chá de Boldo, O Terno, Marquinhos Zuquerberg, Tatá Aeroplano e Emicida. Também carinhosamente conhecida como FDP, a Filarmônica de Pasárgada é composta pelos seguintes integrantes: André Teles (deep web), Fernando Henna (serviços sexuais), Ivan Ferreira (favores sexuais), Leandro Lui (empresário do Fernando Henna), Marcelo Segreto (manda nudes de todos eles por um preço acessível), Migue Antar (motoboy), Paula Mirhan (sommelier de cerveja pilsen) e Renata Garcia (air clarone). A banda possui três discos gravados e lançados pelo selo Coaxo do Sapo: o álbum O Hábito da Força (2012), com participações de Luiz Tatit, Ná Ozzetti, Kassin e Lurdez da Luz; o álbum Rádio Lixão (2014), com participações de Tom Zé, Guilherme Arantes, Kassin e Tatá Aeroplano; e o álbum Algorritmos (2016), com participações de Guilherme Arantes, Tom Zé, Zé Miguel Wisnik, Juçara Marçal, Ná Ozzetti, Luiz Tatit, Tim Bernardes, Kassin e Barulho Max. Todos produzidos por Alê Siqueira. Todos com projeto gráfico de Guto Lacaz. Todos com fracasso de vendas e de público.

André Teles
Laptopista e feicebuqueiro. Cursa bacharelado em composição musical (UNESP) onde participa do Estúdio PanAroma de Música Eletroacústica dirigido por Flo Menezes. Nos shows, munido de seu laptop, costuma incomodar os técnicos de som e o público com seus ruídos e microfonias (além de mandar e-mails e entrar em sites de adulto). É técnico de som formado pelo IAV e sonoplasta formado pela Escola SP de Teatro. É contrabaixista (Migue, cuidado…) e também compositor de trilhas musicais para cinema e teatro tendo já atuado em filmes como A Vida Com Efeito de Eduardo Liron (2013), Metamorfoses de um Jornal de Mirrah Iañez (2011), ET – O Extraterrestre de Steven Spielberg (1982) e Se beber, não case 9 deTodd Phillips (2025).

Fernando Henna
Pianista, compositor, sound designer de cinema e fotógrafo frustrado. Estudou piano no Conservatório de Tatuí e no Instituto de Artes da UNICAMP. Teve aulas de música contemporânea e estética com Sérgio Villafranca e estudou acordeão com Toninho Ferragutti. Gosta de correr e é defensor das bicicletas. No cinema, como sound designer, trabalhou com Hector Babenco, Cacá Diegues, Bruno Barreto e Walter Carvalho, participou de mais de 100 filmes e foi premiado em importantes festivais. Na área da fotografia, nunca ganhou nenhum prêmio, elogio, nem apoio de familiares e amigos. Atualmente, tenta emplacar um perfil de fotógrafo no Instagram com nudes pessoais vestindo máscaras de luta livre mexicanas. É formado em Comunicação Social (ESPM).

int-ivanIvan Ferreira
Fagotista. Bacharel em fagote (USP), sob a orientação de Fábio Cury e mestre em música (UFRJ) sob a orientação de Aloysio Fagerlande. Foi primeiro pagode na Orquestra de Câmara da USP (OCAM) sob a regência dos maestros Gil Jardim, Aylton Escobar, Arlindo Cruz e Sombrinha. Foi bolsista de importantes festivais: Festival de Inverno de Campos do Jordão, Festival de Música de Londrina e Festival de Pagodeiros da Baixada Santista onde teve aulas (master classes) com Netinho, Belo e Jorge Aragão. Já atuou em importantes orquestras como a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas e a Jazz Sinfônica. Também atuou em diversas cervejadas e churrascos. É sócio torcedor de um dos principais times do futebol mundial, o XV de Jaú.

int-leandroLeandro Lui
Baterista e percussionista. Bacharel em bateria (FAAM) e pós-graduado em música popular (FACCAMP). Garoto prodígio, em 1976 foi notícia do jornal Notícias Populares quando caiu em um poço e quase foi desta para melhor. Em 1994, foi notícia no SPTV quando ficou preso na tubulação do esgoto tentando resgatar um chinelo havaianas. Já se apresentou com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, Orquestra Jazz Sinfônica, Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, Orquestra de Ópera do Theatro São Pedro, Orquestra Sinfônica de Santo André, entre muitas outras excelentes e requisitadas orquestras até encerrar a sua carreira de forma deprimente na orquestra Filarmônica de Pasárgada (FDP).

int-marceloMarcelo Segreto
Compositor, cantor e violonista (não toca violino). É formado em letras pela FFLCH-USP e em música (composição) pela ECA-USP onde foi aluno de Aylton Escobar. É formado em violão erudito na EMESP com o prof. Everton Gloeden e estudou violoncelo na Escola Municipal de Música com Fábio Presgrave e Kirill Bogatyrev. Desistiu do violoncelo e agora está precisando vender o instrumento. Aceita permuta e parcela em até quatro vezes (com juros). Caso haja interesse, favor entrar em contato. Sob a orientação do Prof. Dr. Luiz Tatit (FFLCH-USP) cursou mestrado e doutorado estudando o rap e a composição de canção popular. Como doutor, pretende abrir um consultório para fazer pequenas cirurgias (neurologia). Aceita qualquer plano de saúde.

int-migueMigue Antar
Contrabaixista e corintiano. Nascido no Paraguai, naturalizado pasargadense. Iniciou seus estudos no Ateneo Paraguaio onde concluiu o curso profissional de educação musical. Estudou contrabaixo no Instituto de Música e Arte de Assunção. É vegetariano, mas não resiste a uma chuleta bovina bem gordurosa. É bacharel e mestre em música pela ECA-USP. Sonha em comprar uma kombi e depois buscar o seu contrabaixo acústico que está no Paraguai. Tem muitas saudades do seu contrabaixo acústico. É membro da Orquestra Errante, grupo experimental da ECA que se dedica à prática da improvisação livre e cujo projeto está ligado à pesquisa desenvolvida pelo compositor e professor Rogério Costa. Nunca ganhou uma Libertadores*.

* O web designer que atualiza esse site é são-paulino

int-paulaPaula Mirhan
Cantora e atriz. Formada em artes cênicas pela UNICAMP e em canto popular pela ULM. Foi aluna de Regina Machado e Ana Luiza. Em 1990, quando era pequena e ainda morava no pantanal, tinha uma vaca de estimação chamada Leiloca. Em 2005, ganhou o prêmio de melhor intérprete do I Festival de Música Popular da ULM. Em 2008, lançou o CD Amanhecer em parceria com o compositor Wagner Barbosa. Tendo em vista o encontro do /r/ com o /h/ na grafia do seu sobrenome, já foi chamada de Paula Míriam, Paula Mirrá, Paula Míchan, Paula Mirna, entre outras variações exóticas. Em 2011, ao lado do cantor e compositor Demetrius Lulo, gravou o CD Café da Tarde. É atriz da Cia. Les Commediens Tropicales e aprecia uma boa pilsen.

int-renataRenata Garcia
Clarinetista e claronista que não tem clarone. Formada em clarinete pela EMESP (antiga ULM, que saudade…) onde iniciou seus estudos musicais com 9 anos de idade, quando tinha o mesmo tamanho do seu clarinete. É bacharel em música (clarinete) pela ECA-USP onde foi aluna do grandioso professor Montanha. Sonha em comprar um clarone importado (o nacional é triste…). Pensou em praticar contrabando internacional, mas aconselhada por amigos desistiu de cometer a contravenção. Foi clarinetista da Orquestra de Câmara da USP (OCAM) e da Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Aceita doações para a compra do seu clarone. As doações podem ser feitas diretamente em sua conta bancária (Banco de Pasárgada (044) Ag. 2472 cc. 3627-9).

Algorritmos (2016)
Produção musical: Alê Siqueira
Idealização, composição e arranjos: Marcelo Segreto
Projeto gráfico: Guto Lacaz
Lançamento: Selo Coaxo do Sapo

 

Rádio Lixão (2014)
Produção musical: Alê Siqueira
Idealização, composição e arranjos: Marcelo Segreto
Projeto gráfico: Guto Lacaz
Lançamento: Selo Coaxo do Sapo

 

O Hábito da Força (2012)
Produção musical: Alê Siqueira
Idealização, composição e arranjos: Marcelo Segreto
Projeto gráfico: Guto Lacaz
Lançamento: Selo Coaxo do Sapo

“Dei alguns esboços de canções a Marcelo Segreto, que trabalhou sobre eles e me respondeu com resultados – quer dizer: com frases musicais que se aguentavam sobre os próprios pés, podendo ser cantadas e repetidas. Ouvindo depois seu novo disco, mesmo apesar de minha expectativa positiva, de vez em quando saltava de um trecho uma faísca, um relâmpago – pra dizer a verdade, uma ideia que dava inveja. Ezra Pound disse que quando um país deixa de escrever bem é sinal de que, dentro de alguns anos, não será mais capaz de governar-se. Em trabalho recente sobre a história da civilização brasileira, o King’s College da London University afirmou que a canção tem um peso muito forte em nossa cultura. Assim sendo, se contamos com uma juventude tão dotada, podemos dizer que o Brasil terá um futuro promissor, quanto à governabilidade.”
Tom Zé
Cantor e compositor
“Quando vieram ao estúdio gravar, de cara percebi que era algo muito especial. Pertencentes a uma linhagem peculiar na música do Brasil, mesclando ingredientes muito nobres onde eu, muito pessoalmente, identifico notas frutadas de Edu Lobo, Chico, João Bosco/Aldir Blanc, Caetano, Itamar, Arrigo, Tatit/Rumo, Premê, e tons adamascados de Pixinguinha, João da Baiana, Moreira da Silva, Adoniran, Paulo Vanzolini e muitos, muitos outros misteriosos clássicos ancestrais, salteados com essências moderníssimas do jazz, rock, pop, progressivo, fusion, conseguiram impactar a todos, sumariamente. Trabalhando com o rigor de excelentes partituras (noblesse oblige), coaching vocal impecável, com letras desconcertantemente geniais, já no primeiro lançamento se transformam em sucesso absoluto e unanimidade entre os pensantes e apreciadores da famosa “linha evolutiva”. Um “must”, imperdível.”
Guilherme Arantes
Cantor e compositor
“Com dois álbuns (O Hábito da Força e Rádio Lixão) de grande impacto no meio musical, a banda Filarmônica de Pasárgada recupera uma atitude estética que parecia circunscrita aos poucos experimentalismos que atingiram a música pop dos anos 1960 aos 1980. Atuando sempre no campo da canção, Marcelo Segreto, o principal compositor da banda, demonstra grande intimidade com a história da música brasileira (o que se percebe pelas numerosas citações, homenagens e ironias espalhadas pelo repertório dos discos) e, ao mesmo tempo, total energia para criar novos ambientes sonoros que envolvem as composições com uma espécie de sabor de futuro. É o próprio Marcelo quem escreve os arranjos para instrumentos, muitas vezes alterados eletronicamente, mas também para clarinete, fagote, trombone, percussão de toda ordem e diversos tipos de vozes e coros. Na busca desses timbres inesperados e na maneira de digerir as modas e os comportamentos sociais transformando-os em obras cancionais, o compositor não poderia deixar de flertar com o papa desse gênero de experimento musical: Tom Zé (uma das canções do segundo álbum chama-se justamente “Estudando Tom Zé”). A participação vocal do grande artista baiano no segundo álbum da Filarmônica tem um significado muito especial na história da produção inventiva que, de tempo em tempo, revigora o universo da canção brasileira. Tom Zé capta uma das vertentes de continuidade do seu som, enquanto Marcelo Segreto encontra um respaldo de peso para alçar seu voo estético. Contrariando a expectativa gerada pelas criações mais audaciosas, a banda Filarmônica de Pasárgada junta, com naturalidade, inovação e entretenimento, já empolgando um grande número de seguidores on-line e ao vivo.”
Luiz Tatit
Cantor e compositor
“Cada composição tem características distintas, específicas, sendo que todas elas entrelaçam palavras e sons de maneira cativante, inteligente e, acima de tudo, de maneira não previsível. Isso indica uma fonte generosa e abundante de criação. Com alegria, saúdo a chegada de uma proposta musical particularmente rica, que interage criativamente com a “Tradição” na Música Popular Brasileira, com elaborações musicais sempre motivadas por um olhar instigante, de viés antropofágico, de caráter contemporâneo. Ou seja, temos aqui o frescor e o colorido de flores novas, introduzindo renovada e desejada primavera na canção paulistana e brasileira!”
Gil Jardim
Diretor artístico e regente titular da Orquestra de Câmara da USP (OCAM)
“Ouvir o grupo Filarmônica de Pasárgada nos dá a certeza de que jovens músicos deste nosso Brasil continuam renovando a nossa música popular. A partir das composições do talentoso Marcelo Segreto o grupo desenha arranjos belíssimos, nesta interessante formação de piano, acordeon, violão, contrabaixo, fagote, flauta, trombone, percussão e vozes. Aos jovens da Filarmônica de Pasárgada desejo sucesso e já, ansioso, aguardo o CD que breve deverá ser gravado.”
Ivan Vilela
Violeiro, compositor e pesquisador
“Compositor inspirado e poeta sensível às transpirações do mundo vivo e dissimulado, Marcelo vai além de um envolvimento meramente musical. Suas construções melódicas são econômicas e transparentes, no entanto, equilibram-se na lâmina das tensões harmônicas e põem tudo sobre o chão de veemente teatralidade. Os ritmos e os arranjos de apreciável bom gosto sugerem cenas de mini-óperas populares de grande impacto sobre o palco, mas nada perdendo se ouvidas num CD. Os jogos de sentido e o tempero das palavras nascem de requintada intelectualidade e os recados têm mira certa. Nada é corriqueiro, mas à mão. Como Chico Buarque, o segreto de Marcelo tem origem nos meios universitários. Merecedores das melhores atenções, Marcelo Segreto e a Filarmônica de Pasárgada – ‘Prêmio Nascente’ da Universidade de São Paulo, entre outros aplausos – preparam-se para novos e mais ousados passos na carreira, sinceramente aguardados pelo público que conquistaram. Os investimentos nestes talentos representam lucro assegurado no futuro. Recomendo-os, pois.”
Aylton Escobar
Compositor, regente e membro da Academia Brasileira de Música

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